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Covid-19: Abriu unidade de retaguarda para aliviar “pressão hospitalar” e lares com surtos

Rádio Alto Minho

26 Novembro 2020, 17:44

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O Centro Cultural de Viana do Castelo está, a partir de hoje, preparado para receber doentes covid com alta clínica e utentes positivos de lares com incapacidade de resposta.

Face ao crescente número de infetados na região e consequente “pressão hospitalar”, as autoridades envolvidas na criação daquela unidade acreditam que a ocupação deverá ser praticamente imediata. A nova Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) tem disponíveis desde já 30 camas (em módulos de 10), com previsão “de chegar às 120 e, em caso de catástrofe, às 200”.

À data de hoje sabemos que na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), o número de camas em enfermaria covid é de 81 e dessas apenas quatro estão disponíveis e, em termos de cuidados intensivos, sabemos que temos 25 camas e apenas três estão disponíveis. Este era o momento [de criar o novo espaço]”, declarou o Presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, comentando que, face à realidade dos números no Alto Minho, a nova EAR seja acionada em breve. “A situação é muito preocupante. Enquanto que no mês de outubro a média de novos casos no distrito de Viana era de 28 por dia, em novembro estamos a ter 85 por dia. Isto coloca muita pressão sobre as instituições que apoiam os idosos, mas também sobre as nossas unidades hospitalares”, disse, prevendo: “A nossa expetativa é que este local, não direi nas próximas horas, mas nos próximos dias vai estar a funcionar, a libertar em primeira linha o hospital distrital e a acomodar gente que possa vir dos lares”, disse, acrescentando que, em termos de pessoal, na unidade de retaguarda serão colocados “cinco auxiliares, um médico e um enfermeiro por cada dez camas”.

Abriu no momento certo”, comentou o Secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, que coordena o combate à pandemia na região Norte. Aquele governante referiu que “o grande objetivo é abrir, pelo menos, um espaço de retaguarda por distrito, e se necessário mais”, sendo que no Porto, já existem dois. São espaços que darão “uma dupla resposta”, como é o caso em Viana do Castelo, que irá acolher positivos em convalescença dos lares de idosos e dos hospitais, possibilitando assim a libertação de camas nestes últimos.

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