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FITEI lança plataforma digital em edição que arranca no Teatro Sá de Miranda em Viana do Castelo

Rádio Alto Minho

13 Abril 2021, 15:19

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O Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI) arranca pela primeira vez na sua história em Viana do Castelo, apresentando, em maio, 24 espectáculos presenciais e 'online', numa edição marcada pelo lançamento da plataforma de 'streaming' FITEI Digital.

Depois de ter sido suspenso em 2020 devido à pandemia de covid-19, o FITEI, que decorre entre 01 e 16 de maio em Viana do Castelo, Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Viseu, apresenta-se com uma forte componente digital, que permite assegurar a realização do festival, ainda que a reabertura dos teatros, das salas de cinema e de espectáculos, em 19 de abril, possa ser protelada, adiantou o diretor artístico do certame, Gonçalo Amorim, durante a apresentação da programação da edição de 2021.

“Pioneira nas plataformas ‘streaming’ dedicadas ao teatro em Portugal”, a nova plataforma FITEI Digital foi parcialmente financiada pela empresa municipal de Cultura e Desporto da Câmara do Porto – Ágora, permitindo, além da visualização dos espectáculos que compõem a programação ‘online’, aceder a outros conteúdos complementares.

Apesar dos constrangimentos, salientou Gonçalo Amorim, foi possível manter, na 44.ª edição do FITEI, todas as obras previstas, assim como os eixos temáticos – ambiental, político, individual, afetivo, sexual e mental – e acrescentar obras novas.

A edição de 2021 apresenta um total de 14 espectáculos presenciais e 10 ‘online’, entre os quais sete estreias absolutas e sete nacionais.

O novo palco digital inaugura com o espectáculo “Estado Vegetal”, da dramaturga chilena Manuela Infante, que apresenta uma reflexão sobre as formas de habitar o planeta e a relação com as entidades vegetais, temas abordados também em “Selva Coragem”, do Teatro do Frio.

Já em “Amarillo”, outro dos espectáculos destacados por Gonçalo Amorim, a companhia mexicana Línea de Sombra reflete sobre as fronteiras – físicas e mentais – que separam o México dos EUA.

A sustentabilidade na esfera da intimidade, do corpo e dos afetos, é abordada pela brasileira Renata Carvalho em “Manifesto transpofágico”, obra na qual a atriz, encenadora e dramaturga usa o seu corpo travesti como cobaia na experimentação, à semelhança do premiado “Stabat Mater”, de Janaína Leite, em que esta se revela como uma das artistas mais ousadas e originais da contemporaneidade teatral.

Destaque ainda para o espectáculo “Artaud”, do argentino Sergio Boris, construído a partir das cartas de Antonin Artaud ao seu psiquiatra, e “O Dia da matança na história de Hamlet”, de Bernard-Marie Koltés, uma encenação de António Júlio para o Teatro Experimental do Porto, que questiona a “desrazão” de Hamlet enquanto máscara para vingar a morte do pai.

No âmbito de uma nova parceria com Viseu, serão também transmitidos online “Noite Fora”, um projeto do Teatro Viriato e de Sónia Barbosa, que convida Janaína Leite para uma série de leituras e conversas sobre teatro, e “A minha História da Dança”, uma conferência com Sónia Baptista promovida pelo Fórum Dança e O Rumo do Fumo.

A programação presencial do FITEI arranca, pela primeira vez, em Viana do Castelo, no Teatro Municipal Sá de Miranda com os espectáculos “Qué locura enamorarme yo de tí”, da escritora e jornalista peruana Gabriela Wiener, que abre as portas à sua vida familiar poliamorosa em plena crise de casais e “Santa Inés”, da companhia galega Fero.

Nas salas do Porto (Rivoli, Teatro Campo Alegre, Teatro Nacional São João, Mosteiro São Bento da Vitória, Carlos Alberto, Bonjóia, Mala Voadora, Teatro Helena Sá e Costa, CACE Cultural, Escola Superior Artística do Porto, Armazém 22), de Vila Nova de Gaia (Auditório e Zé da Micha) e de Matosinhos (Teatro Municipal Constantino Nery) serão apresentadas propostas nacionais.

É o caso de “Mappa Mundi”, uma estreia de Eduardo Breda e Joana de Verona, que parte de relatos de pessoas em trânsito num mundo cada vez mais incompreensível, e “Museu vivo de histórias pequenas e esquecidas”, de Joana Craveiro, do Teatro do Vestido, “espectáculo-reconstituição de mais de 80 anos da recente história política portuguesa”, a partir de testemunhos, objetos, memórias oficiais e não oficiais e muitas inquietações.

Destaque ainda para as estreias de “Regresso do Futuro”, de Igor Gandra, uma coprodução entre o Teatro do Ferro e o Teatro de Marionetas do Porto, e de “InFausto”, de Jorge Andrade, da Mala Voadora.

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