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Festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia adiado para 2022

Rádio Alto Minho

25 Maio 2021, 14:47

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O festival de música Marés Vivas deste ano, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, foi adiado para julho de 2022, devido “às incertezas” causadas pela pandemia de covid-19, revelou a promotora PEV Entertainment.

“Devido às incertezas que ainda nos rodeiam, sem garantias de que em julho estejam já reunidas todas as condições para que possamos trabalhar com normalidade na sua preparação e celebração, não nos resta outra alternativa senão o adiamento”, referiu a organização, em comunicado.

Assim, a 14.ª edição do Marés Vivas decorrerá de 15 a 17 julho de 2022, em Vila Nova de Gaia.

A organização fala numa “decisão difícil e triste”, mas “necessária” em prol das limitações que tem sido pedidas à comunidade mundial e que ainda vigoram.

“Perante a pandemia de covid-19 temos de ser conscientes e responsáveis de forma a que possamos contribuir para a salvaguarda da nossa saúde pública, seguindo sempre as orientações da OMS [Organização Mundial de Saúde] e da DGS [Direção-Geral da Saúde] e ainda do Decreto Lei n.º 10- 1/2020 que nos orienta em Portugal para as regras que se aplicam na cultura, ainda que temporárias”, frisou.

Quanto aos bilhetes, a organização explica que os ingressos comprados para a edição de 2020 – que também não aconteceu por causa da covid-19 – e de 2021 são válidos para 2022 para as novas datas, sem necessidade de troca.

O reembolso do preço dos bilhetes só é possível para quem comprou entrada para a edição de 2020. Pode ser solicitado “no prazo de 14 dias úteis após a data prevista para a realização do Marés Vivas 2021 mediante a apresentação do bilhete e prova de compra”.

“Os portadores de bilhete Meo Marés Vivas 2021 não têm possibilidade de reembolso”, lê-se na nota de imprensa.

Na falta do pedido de reembolso, dentro dos prazos estipulados na lei, considera-se que o portador do bilhete aceita o reagendamento, sem direito ao reembolso do respetivo valor, alertou a organização.

Por causa das restrições para limitar a propagação da covid-19, pela situação pandémica noutros países e pelos diferenciados ritmos de vacinação, foram já adiados vários festivais de música, entre os quais o ID No Limits e o CoolJazz (ambos em Cascais), o Rock in Rio Lisboa, o Primavera Sound (Porto), o Boom Festival (Idanha-a-Nova), Nos Alive (Oeiras) o Barroselas Metalfest e o Gouveia Art Rock.

No entanto, há outros festivais que continuam marcados em Portugal, nomeadamente o Super Bock Super Rock (julho, Sesimbra), o Sudoeste (agosto, Odemira) e o Paredes de Coura (agosto, distrito de Viana do Castelo).

De acordo com o ‘plano de desconfinamento’ do Governo, a realização de “grandes eventos exteriores e interiores, sujeitos a lotação definida” é permitida desde 03 de maio.

Foram realizados quatro eventos-piloto, entre finais de abril e inícios de maio em Braga, Coimbra e Lisboa, com plateia sentada e em pé, com o objetivo de definir “novas orientações técnicas e a realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2 para a realização de espetáculos e festivais”.

A 05 de maio, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, afirmou que os ministérios da Cultura e da Saúde estavam a trabalhar para perceber a “progressão” que seria possível fazer na realização de eventos, já autorizados, e remeteu um balanço para depois da realização dos “eventos teste”.

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