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BE requer audição de autarcas e administração da Águas do Alto Minho

Rádio Alto Minho

23 Fevereiro 2021, 16:02

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O Bloco de Esquerda requereu a audição das administrações da Águas de Portugal (AdP), Águas do Alto Minho (AdAM) e dos sete presidentes das câmaras que integram a empresa de gestão das redes água e saneamento.

Em comunicado hoje enviado à Rádio Alto Minho, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) adiantou ter apresentado aquele requerimento ao presidente da XI Comissão Parlamentar de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território.

O partido quer “a Comissão e a Assembleia da República esclarecidas sobre as consequências da agregação dos sistemas municipais de águas e de saneamento de sete municípios na empresa Águas do Alto Minho”.

No documento, entregue na segunda-feira, o BE requereu “a audição do presidente do conselho de administração do Grupo Águas de Portugal, do presidente não executivo do conselho de administração da empresa Águas do Alto Minho, e dos presidentes das câmaras municipais de Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira”.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

“Os problemas causados pela criação da AdAM têm vindo a agravar-se nos últimos meses. A agregação dos sistemas municipais de águas provocou aumentos brutais das tarifas da água, originou erros grosseiros de leitura e cobranças indevidas de taxas de saneamento, causou défices graves nos serviços de atendimento, entre muitas outras anomalias e falhas na organização administrativa da empresa sobre as quais os utentes não têm qualquer responsabilidade”, refere o Bloco de Esquerda.

A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população de alguns concelhos, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau” funcionamento dos serviços, e que reclamam a reversão da sua criação e a devolução da gestão das redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento a cada um dos municípios.

Na última quinta-feira, em conferência de imprensa, os sete presidentes das câmaras que integram a AdAM criticaram o desempenho da empresa, dando-lhe “o prazo de uma fatura” para que “vire a página”, face à “enorme desilusão” da sua atuação desde que foi criada.

Hoje, em Ponte de Lima, cerca de 50 pessoas participaram num protesto contra a AdAM promovido pela CDU, que defende a devolução da gestão das redes de água e saneamento aos municípios.

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